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Cabral narra em vídeo supostos pagamentos de propina a Toffoli

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O Supremo Tribunal Federal está votando recurso da PGR sobre a validade da delação do ex-governador do Rio Sergio Cabral

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O Supremo Tribunal Federal (STF) está julgando em plenário virtual o recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a validade da delação do ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral. No depoimento à Polícia Federal, Cabral acusa o ministro Antonio Dias Toffoli de participar de um esquema de venda de sentenças judiciais.

Toffoli já negou ter recebido qualquer valor em troca de sentenças no STF ou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e diz desconhecer os fatos citados pelo político, que está preso.

A confissão em vídeo de Cabral é parte do material que a PF juntou em investigação sobre a delação, que inclui e-mails, agendas e registro de reuniões, além da análise de decisões do magistrado que teriam beneficiado os citados.

Em 14 de setembro de 2020, Cabral relatou à PF supostos pagamentos de propina a Toffoli, depositados pelos prefeitos de Volta Redonda e Bom Jesus de Itabapoana, no Rio. As negociações, que totalizaram R$ 4 milhões, teriam sido intermediadas pelo ex-policial José Luiz Solheiro.

“Participei da articulação para salvar o mandato do prefeito Francisco Neto, em Volta Redonda. Mas o mesmo modus operandi aconteceu com José Luiz Solheiro e tive a informação que se repetiu com a prefeita Branca Mota, de Bom Jesus, no noroeste fluminense. Em 2014, Branca me relatou que tinha sofrido uma derrota no TRE, estava recorrendo ao TSE e encontrou no José Luiz Solheiro. Vale dizer que herdei Solheiro da Rosinha Garotinho, ele era assessor do governo e permaneceu comigo. O próprio ministro Dias Toffoli, com quem falei ao telefone, o validou como uma pessoa de confiança”, afirma Cabral no vídeo gravado pela PF.

Ainda de acordo com Cabral, por intermedio do José Luiz Solheiro, a prefeita Branca Mota também conseguiu um resultado favorável por conta de um voto de Toffoli no TSE. “O ministro Dias Toffoli lidera um grupo de pessoas para a busca de vantagens indevidas e sou testemunha disso porque participei inclusive de pagamento de vantagens indevidas”, completa.

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