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Goiás

José Eliton vê aliança entre PSDB e PT contra Ronaldo Caiado

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Encontro dos ex-presidentes Lula e FHC inspira liderança tucana em Goiás, que fala na formação de frente ampla para enfrentar o governador, comparado a Bolsonaro

RDP

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Presidente do PSDB em Goiás, o ex-governador José Eliton assume a possibilidade de uma aliança com o PT no Estado para enfrentar Ronaldo Caiado (DEM) na disputa pelo governo em 2022. Eliton afirma que esse não é um assunto que chegou a ser discutido formalmente no diretório, mas elogiou o encontro entre os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na semana passada e defendeu uma frente ampla para combater Jair Bolsonaro (sem partido) e o atual governador do Estado.

Para o líder do PSDB em Goiás, o encontro entre os ex-presidentes foi “exemplo de maturidade política”. “Exemplo de que você pode divergir em diversos pontos, mas tem a consciência de que valores outros são importantes. Então o Fernando Henrique dá um exemplo inclusive ao PT, que tantas vezes o agrediu. Mas ele teve essa disponibilidade de dialogar, de buscar essa frente ampla dentro de um princípio de reconstrução nacional”, disse.

Eliton argumentou ainda que o encontro entre os ex-presidentes, na sua visão, não se trata de uma aliança eleitoral em um primeiro turno, como foi destacado pelo próprio FHC. “Mas como uma visão conjuntural, buscando pavimentar uma aliança ampla, que é o que eu tenho defendido também no âmbito estadual.”

O presidente disse que o apoio em um provável segundo turno entre Lula e Bolsonaro ainda não é uma questão discutida dentro do partido. “Mas a minha posição pessoal é de que se sobrarem ao Brasil no segundo turno essas opções, eu não terei dúvida, meu voto e meu trabalho será pela eleição do presidente Lula”, disse.

No primeiro turno, o ex-governador defende que o PSDB faça prévias para definir o candidato a presidente do País em 2022.

Estado

Em Goiás, Eliton afirma que quer unir quem esteja no campo de oposição aos projetos de Bolsonaro e Caiado. O que inclui o PT. “(Os projetos de Caiado e Bolsonaro) são muito parecidos, característicos de políticas autoritárias, de ausência de capacidade de diálogo e numa linha de choque contra aqueles que divergem deles”, explicou. O ex-governador citou como exemplo no Estado os embates do democrata com as lideranças tucanas, principalmente o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, e com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

É dentro desse contexto que Eliton confirma o interesse no diálogo com o PT em Goiás, que foi por muito tempo o principal partido opositor do PSDB no âmbito nacional. “Acho que é possível construirmos uma aliança. Ainda que não seja possível no primeiro turno, tenho a impressão de que é possível pavimentar essa aliança nas mesmas bases que acho que foi objeto da discussão entre os ex-presidentes.”

O ex-governador afirma que não se trata de um debate pragmático em torno da viabilidade eleitoral dessa aliança. E diz que o assunto sequer foi discutido formalmente no Estado. Mas, pessoalmente, defende a união considerando que o PT e o PSDB possuem tradição democrática, apesar de divergências em alguns pontos. “Temos visões até opostas em alguns aspectos, mas também temos muitas convergências”, acrescentou.

O tucano não descarta uma aliança já no primeiro turno com o PT, por meio de uma coligação, apesar de reiterar que o PSDB terá candidato próprio em 2022. Entre os nomes mais cotados para disputar a cadeira de governador do Estado, Eliton afirma que há um clamor interno no partido para que Marconi saia candidato, apesar de este já ter dito que vai pleitear o cargo de deputado federal.

Segundo ele, um outro nome que pode sair candidato a governador de Goiás pelo PSDB é o do presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Otávio Lage. “Acho que é um nome altamente qualificado. Mas temos diálogo com outras forças partidárias em Goiás, incluindo aquelas que podem vir para o partido, e diversos segmentos da economia, da medicina, que a gente pode trabalhar para lançar. Porém nesse momento queremos discutir projetos e ideias, os nomes serão consequência disso.”

Além do PT, Eliton defende que o PSDB se una a todo partido que seja oposição a Caiado e a Bolsonaro. Ele diz, por exemplo, que quer manter o diálogo com o MDB, de quem o partido foi o polo oposto em Goiás desde o seu surgimento, mas que a possibilidade da sigla apoiar o atual governador os afasta. “Temos uma posição definida e é a partir disso que vamos para o diálogo com outros partidos. No momento adequado vamos colocar esse tema para deliberação do partido.”

Líder petista cita união ideológica 

A presidente do PT em Goiás, Kátia Maria, diz que o partido ainda não está fazendo o debate para a eleição de 2022, mas admite que as posições contrárias ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ao governador Ronaldo Caiado (DEM) unem a sigla ao PSDB ideologicamente.

“Não sei se isso pode se concretizar necessariamente em uma eleição, mas a pauta da democracia é algo que deve estar de pé a todo momento. É um debate que temos que fazer ainda”, afirma.

Assim como José Eliton garante que o PSDB sairá com candidatura própria, Kátia também defende que o PT tenha nome próprio. Apesar disso, ela diz que a tendência é que o partido busque o palanque mais forte para apoiar e, assim, enfrentar o governador Ronaldo Caiado.

“Se for um candidato do PT, será mais vantajoso para nós. Mas queremos começar esse debate ainda. O PT tem um projeto muito bem estabelecido. Inclusive devemos lançar em junho nosso plano de reconstrução de Goiás e do Brasil”, explicou.

Na entrevista ao POPULAR, Eliton disse que já chegou a conversar com algumas lideranças do PT no Estado. Kátia confirma, mas destaca que não há nada definido. “A gente acaba conversando com muita gente. Não tem jeito de não dialogar”, diz.

Assim como o tucano, a líder petista diz que o objetivo é enfrentar Caiado e, com isso, não há possibilidade de fazer aliança com partidos alinhados com o governador. “Queremos dialogar com todos os partidos de centro-esquerda. Mas há um desafio, porque muitos deles fazem parte do governo Caiado”.

Kátia cita como exemplo o PDT e o PSB, mesmo que o último não tenha uma posição formal de alinhamento com o democrata. “Um exemplo é o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Lissauer Vieira (PSB), que virou articulador político do Caiado no Legislativo”, diz.

Fonte: O Popular

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