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Brasília

Especialistas: perto de dois dígitos, inflação é desafio ao crescimento

Fernando Souza

Publicado

em

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A economia nacional vive um dos piores momentos da história recente do país, o que tem impactado diretamente na qualidade de vida dos brasileiros, que passaram a lidar com alimentação, gás de cozinha, combustíveis e energia cada vez mais caros. A causa disso é uma das inflações mais altas do século, que está prestes a voltar a bater a marca de dois dígitos em 12 meses após quase seis anos.
Contudo, ao contrário do que aconteceu em fevereiro de 2016, quando o índice medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de 10,36%, desta vez a inflação não é causada por uma política de controle de preços administrados, bem como não é impulsionada pelo consumo, mas sim pela alta nos custos de produção, que encareceu os preços de commodities, matérias-primas e fontes de energia, puxada pela desvalorização do real.

O último dado referente à inflação medido pelo IBGE é de agosto, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 12 meses ficou em 9,68% (veja o gráfico abaixo). Na próxima semana, a instituição deve divulgar os números referentes a setembro, e a tendência é de que indicador rompa a marca dos 10%, visto que a prévia da inflação medida pela entidade, o IPCA-15, acumula uma alta de 10,05% em 12 meses.

O reflexo desse cenário é o encarecimento de itens básicos para a sobrevivência da maior parte das famílias do país, como arroz (alta de 32,68%), carnes (alta de 30,77%), café (alta de 22,54%), botijão de gás (alta de 31,7%), energia elétrica (alta de 21,08%) e gasolina (alta de 39,09%).
Paralelo a esse processo de carestia, os brasileiros viram a renda diminuir. De acordo com o IBGE, o rendimento médio real no trimestre compreendido entre maio e julho deste ano recuou 2,9% em relação ao intervalo entre fevereiro e abril, bem como caiu quase 9% na comparação com o mesmo trimestre de 2020. Se no ano passado esse rendimento era de R$ 2.750, agora é de R$ 2.508.

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