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Sonda da Nasa torna-se a primeira espaçonave a “tocar” o sol

RDP

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Sessenta anos depois que a Nasa estabeleceu a meta, e três anos após o lançamento de sua sonda Parker Solar, a espaçonave se tornou a primeira a “tocar o sol”.

Parker Solar voou com sucesso através da coroa solar, ou atmosfera superior, para obter amostras de partículas e os campos magnéticos da estrela.

“A sonda Parker Solar ‘tocando o sol’ é um momento monumental para a ciência solar e um feito verdadeiramente notável”, disse Thomas Zurbuchen, administrador associado da Diretoria de Missão Científica da Nasa, em um comunicado.

“Este marco não apenas nos fornece percepções mais profundas sobre a evolução de nosso sol e [seus] impactos em nosso sistema solar, mas tudo que aprendemos sobre nossa própria estrela também nos ensina mais sobre estrelas no resto do universo.”

O anúncio foi feito durante a edição de 2021 da Reunião de Outono da União de Geofísica Americana, em Nova Orleans, na terça-feira (14), e a pesquisa do marco solar foi publicada na Physical Review Letters.

A sonda Parker Solar foi lançada em 2018 e começou a circular cada vez mais perto do sol. Cientistas, incluindo o astrofísico homenageado pelo nome da nave espacial, Eugene Parker, querem responder a questões fundamentais sobre o vento solar que emana do sol, lançando partículas energéticas por todo o sistema solar.

A coroa solar é muito mais quente do que a superfície real da estrela, e a espaçonave pode fornecer informações sobre o motivo. A coroa tem um milhão de graus Kelvin (999.726,85 graus Celsius) em seu ponto mais quente, enquanto a superfície tem cerca de 6.000 Kelvin (5.726,85 graus Celsius).

A espaçonave já revelou descobertas surpreendentes sobre o sol, incluindo quando em 2019, revelou estruturas magnéticas em zigue-zague no vento solar chamadas “switchbacks”.

Agora, graças à última aproximação de Parker do sol, a espaçonave ajudou os cientistas a determinar que esses zigue-zagues se originam da superfície solar.

Antes que a missão da sonda Parker Solar seja concluída, ela terá feito 21 investidas próximas do sol ao longo de sete anos. A sonda irá orbitar dentro de 3,9 milhões de milhas (6,2 milhões de quilômetros) da superfície do sol em 2024, mais perto da estrela do que Mercúrio – o planeta mais próximo do sol.

Embora pareça longe, os pesquisadores comparam isso à sonda situada na linha de quatro jardas de um campo de futebol e o sol sendo a zona final.

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