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Ômicron possui risco 80% menor de hospitalização, revela pesquisa

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Pesquisadores do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD), da África do Sul, relacionam a baixa ameaça da Ômicron à vacinação
Um novo estudo sul-africano liderado por pesquisadores do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD), revela que a variante Ômicron apresenta risco 80% menor de hospitalização em relação à outras cepas e 70% menor comparada com a Delta. De acordo com os autores, a baixa ameaça da Ômicron pode ter relação com o avanço da vacinação, contribuindo para que as pessoas que foram infectadas pela nova variante não desenvolvam sintomas graves. A pesquisa foi publicada na última quarta feira (21/12) na plataforma Medrxiv, e aguarda revisão dos pares.

“No continente sul-africano, a Ômicron está se comportando de uma forma menos severa em relação a outras cepas”, registra a professora Cheryl Cohen, uma das autoras do novo estudo, em entrevista à Reuters.

Para o resultado, os pesquisadores acompanharam a evolução dos 161.328 casos de Covid-19 registrados na África do Sul entre 1°/10 e 6/12 deste ano. Os dados estão atribuídos apenas a pacientes que não foram hospitalizados. Além disso, vários fatores que poderiam influenciar nos resultados foram ajustados, como idade, sexo e se os casos eram de reinfecção.

Paul Hunter, professor de medicina da University of East Anglia, na Grã-Bretanha, descreveu a pesquisa sul-africana como “importante” e disse que “foi o primeiro estudo conduzido de forma adequada a aparecer em versão pré-impressa sobre a questão da gravidade Ômicron versus Delta”.

A variante B.1.1529, conhecida como Ômicron, foi identificada por cientistas sul-africanos e reportada à OMS em 24/11. Desde então, a cepa vem causando um número recorde de casos de Covid-19 no país.

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